O Grito dos Excluídos é um movimento promovido pela Igreja Católica - Setor Pastoral Social, celebrado anualmente, em nível nacional, no dia 07 de setembro (CNBB, Vozes, 1996, p.106).
O CEPROMM participa ativamente deste movimento. Durante o primeiro semestre de 2008, os profissionais, famílias, educandos da Unidade Bom Pastor – Educação Infantil (03 a 05 anos), Núcleos (06 aos 24 anos), Unidade Santa Maria Eufrásia e os adultos da Unidade Nossa Senhora Aparecida desenvolveram atividades sobre o Grito dos Excluídos. As estratégias utilizadas são: palestras, jogos, dinâmicas, pintura, colagem, leituras, discussões, criação de textos, poesias e exposição oral.
Tudo começa, através de reflexão, com a comunidade que freqüenta a nossa Instituição, sobre a importância do movimento e as questões político-sociais do Brasil.
Depois realizamos:
- Concurso de Pintura
- Concurso de Produção de Texto
· Grito Preparatório – no bairro Cidade Singer – Unidade Santa Maria Eufrásia
· Grito Preparatório – no bairro Jardim Itatinga-Unidades Nossa Senhora Aparecida e Bom Pastor.
· Versos para gritar. AEquipe CEPROMM das Unidades Bom Pastor e Santa Maria Eufrásia criou e ensaiou com as crianças, a mensagem :
V I D A
A Vida está
Em primeiro lugar
Crise, exploração
Corrupção
Tanta desgraça
Não quero Não
Uma semente
Na vida da gente
Ação, transformação
Organização
Vamos gritar,
lutar, sonhar
Um gesto popular
Pro Brasil melhorar





O 15º GRITO DOS/AS EXCLUÍDOS/AS TEM O LEMA:
“ Vida em primeiro lugar: a força da transformação está na organização popular”
A exemplo da flor, da espiga e da construção, as mudanças se levantam do solo e crescem a partir da semente e do alicerce. São elas que, lenta mas, irreversivelmente, acumulam forças para um salto qualitativo e, no horizonte, forjam um novo projeto popular para o Brasil. Crise é tempo de lançar novas sementes e, como o lavrador, acreditar em suas potencialidades ocultas. Daí, o lema “Vida em primeiro lugar: a força da transformação está na organização popular”.
O QUE NÃO QUEREMOS NO BRASIL:
. Crise econômica que atinge todos os setores da produção gerando desemprego e redução dos direitos
trabalhistas e sociais.
. Corrupção e impunidade.
. Mau uso dos recursos públicos.
. Agressão contra todas as formas de vida.
. A falta de universalização dos direitos básicos como educação, saúde, moradia, cultura, etc.
. Concentração de terra, renda e dos meios de comunicação.
. Privatizações, militarização, dívida pública e os Tratados de Livre Comércio TLCs.
. Política econômica baseada na produção para exportação, nas altas taxas de juro, no pagamento
da dívida pública (interna e externa), aumento de superávit para salvar bancos, e na dependência
ao capital financeiro internacional.
. Trabalho escravo, exploração infantil e tráfico de seres humanos.
. Fechamento das fronteiras para os migrantes.
. Latifúndio, monocultivo e agronegócio.
. Apropriação dos recursos naturais, como minerais, água, sementes, petróleo, energia, por parte
das grandes empresas transnacionais.
. Depredação da natureza com graves conseqüências como o aquecimento global e as catástrofes
naturais” que estão acontecendo.
. Criminalização da pobreza e dos movimentos sociais.
O QUE QUEREMOS NO BRASIL:
. Defesa e promoção da vida em todas as suas dimensões.
. Reforma política que garanta espaços de participação do povo nas decisões políticas sobre o
destino da nação.
. Política econômica que garanta vida digna, distribuição de renda, geração de emprego, direitos
para todas as pessoas.
. Reforma agrária com incentivo à agricultura familiar e camponesa e a regularização fundiária das
comunidades tradicionais, garantindo a soberania alimentar para o país.
. Uma nova cultura do trabalho como fonte de promoção de vida e realização da pessoa humana.
. Reforma urbana profunda que ofereça moradia digna para todos e todas.
. Valorização da arte e das manifestações populares da cultura e controle popular dos meios de
comunicação.
. Promoção de novas relações de gênero e raciais.
. Respeito à biodiversidade e uso das riquezas naturais, da energia, do petróleo, dos minérios, para
criar fundos que sejam investidos nas demandas sociais do povo brasileiro, como emprego,
educação, terra, moradia, etc.
. Consolidação de uma integração regional alternativa com participação popular.
. Mobilização de toda a população na construção de um projeto popular para o Brasil.
Dados extraídos do Tablóide de abril/2009-CNBB